Arquivo para o mês de outubro, 2010

Contabilidade política

FONTE : CFC CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE

Os registros históricos dão conta de que o frade franciscano e matemático Luca Pacioli criou, em fins do século XV, o sistema de partidas dobradas, dando origem à contabilidade moderna. O que a história não registra, mas nem por iss o deixa de ser verdade é que, juntamente com a ciência contábil, manobras contá beis tenham vindo ao mundo.

Tanto é assim que o estudo e o ensino da contabilidade se dividem em pelo menos duas partes: uma, a da correta escrituração dos eventos econômicos e financeiros, de modo a refletir o que de fato aconteceu; outra, a da interpretação dos registros.

Interpretar registros contábeis requer conhecimento específico e complexo. Só isso já dá indicações seguras de que, mesmo obedecendo às normas das boas práticas, de acordo com um conjunto amplo de regras definidas inclusive em textos legais, há ampla margem de manobra na contabilização dos eventos.

Não seria necessário, contudo, recuar cinco séculos para entender o que se deu com as contas públicas brasileiras em setembro de 2010. Ocorreu que o Tesouro Nacional anunciou um superávit contábil recorde para o mês quando, na verdade, as despesas efetivas superaram as receitas efetivas, daí resultando um déficit concreto.

Para registrar o superávit, o governo operou uma engenharia fiscal, a partir de uma outra engenharia, esta financeira, com origem na recente capitalização da Petrobrás. A diferença entre a receita futura da compra pela Petrobrás de parte do petróleo do pré-sal a ser extraído pela estatal, de propriedade da União, e dos recursos aplicados pelo governo na compra de ações da empresa – uma sobra de R$ 32 bilhões – entrou nas contas públicas como “receita de concessão”. Com isso, fez-se a mágica de transformar déficit em superávit.

O superávit contábil assim obtido não reflete nenhuma contração fiscal correspondente nas contas públicas. Não deve, portanto, ser levado em conta nas análises da situação e da trajetória da economia. A manobra, é óbvio, serviu a fins políticos e seu objetivo claro foi tentar neutralizar críticas à suposta falta de austeridade na condução da política fiscal, em momento particularmente tenso da disputa eleitoral pela Presidência.

A politização da contabilidade ficou mais nítida com as declarações do secretário do Tesouro, Arno Augustin, escalado para defender a ação do governo. Augustin provocou os críticos, alegando que a operação se assemelha às que forem realizadas pelo governo FHC com os recursos obtidos nas privatizações, em especial a da Telebrás. A privatização da Telebrás rendeu aportes de caixa de R$ 9,3 bilhões, que possibilitaram a obtenção de um superávit primário de R$ 5 bilhões. “Eu respeitaria mais se esses mesmos analistas dissessem que em 1998 o Brasil não teve superávit, mas déficit”, alfinetou Augustin, contestando os críticos.

Houve quem, entre defensores conhecidos da política econômica daquela época e críticos da do governo atual, tenha enfiado a carapuça e partisse para réplicas apopléticas. Gente mais moderada, porém, considerou a comparação no mínimo injusta. Foi o caso do economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero, que serviu no Ministério da Fazenda em fins dos anos 90.

“Em 98, o problema era estoque da dívida e hoje é fluxo de gastos”, disse ele à colega Lu Aiko Otta, do Estadão, em Brasília. Lembra Montero que, naquele período, alastravam-se as dúvidas sobre a capacidade de o governo honrar suas dívidas. “Fechar as contas com superávit primário era questão de vida ou morte”, resume Montero. O economista contou que 60% do dinheiro da privatização da Telebrás foram lançados como receita, ajudando na produção do superávit, enquanto os demais 40% foram registrados como “ajuste patrimonial”, permitindo reduzir a dívida.

Existem, de fato, enormes diferenças entre os dois períodos, mas também algumas semelhanças. A principal das semelhanças é que, no segundo semestre de 1998, como hoje, ocorriam eleições presidenciais. Nelas, FHC conseguiu reeleger-se no primeiro turno.

Também havia, como hoje, uma crise internacional. A partir de agosto de 1998, a economia internacional voltou a chacoalhar forte com a “crise da Rússia”, numa sequência de colapsos financeiros mundiais iniciada com a quebra do México, em 1995, e de países asiáticos, em 1997.

Mas são inegáveis as diferenças. A principal delas reside no fato de que, hoje, o Brasil é credor internacional. E, para o bem ou para o mal, dispõe de reservas cambiais robustas, tendo superado relativamente rápido a profunda e ainda em curso crise de 2008.

Naquela segunda metade de 1998, o País quebrou. A crônica histórica do período debita a conta do terremoto que atingiu a economia brasileira à insistência do governo num já claramente inviável câmbio fixo, que teria sido motivada por razões eleitorais. Acordos junto a governos com poder de mando no FMI possibilitaram cobrir os rombos com financiamentos volumosos, mas em condições draconianas, a começar da adoção às pressas de um regime de câmbio flutuante.

Governos, como se vê, costumam, por razões diversas, ser tentados a fazer uso de contabilidades “criativas” para camuflar suas derrapadas ou, pior, escamotear intenções inconfessáveis – uma deformação que se acentua em períodos eleitorais. Se ontem era tentar demonstrar uma solvência que não existia na vida real, hoje é fingir que a política fiscal não é tão perigosamente expansionista quanto apontam os analistas e os fatos econômicos terminam por confirmar.

A contabilidade, que não tem nada com isso, só comparece como inocente útil do jogo político.

Regulação mais rígida para as auditorias

FONTE : CFC – CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE

Marco Antonio Papini

Passada quase uma década do estouro dos primeiros escândalos financeiro-contábeis em importantes empresas norte-americanas, que culminou com a edição da Lei Sarbanes-Oxley (SOX) em 2002, muito se avançou no controle e na regulação das atividades dos diretores executivos e gerentes financeiros das companhias e, por conseguinte, da atuação das firmas de auditoria.

Nos Estados Unidos, além da “per review” (revisão pelos pares), ou seja, aquela em que as auditorias examinam umas às outras, existe uma outra revisão realizada pelo Conselho de Supervisão de Contabilidade de Companhias Abertas (PCAOB), que analisa todas as firmas de auditoria cujos clientes tenham papéis negociados no mercado daquele país.

Aqui no Brasil, a revisão pelos pares é feita desde 1º de janeiro de 2002 (Resolução do Conselho Federal de Contabilidade nº 910, de 2001) e, de lá para cá, vem se tornando cada vez mais rigorosa. Se apenas 19 empresas foram revisadas sem ressalvas e recomendações, naquele primeiro ano, em 2008, nenhuma ficou isenta de pontos de recomendação.

É um dado bastante sintomático, que evidencia a adoção de maior rigor nas empresas revisadas. Muito embora essa revisão seja extremamente proveitosa para a melhoria da qualidade de auditoria, alguns setores a vêem com ceticismo. Do ponto de vista conceitual, tem-se razão, pois uma das regras básicas de um bom sistema de controle interno é a que estabelece que “quem executa não pode conferir”, algo completamente justificável, até pelo temor do corporativismo.

Ainda comparando os dois extremos do levantamento, enquanto em 2002 foram emitidos 186 pareceres sem ressalva com recomendações, que equivalem a 71% da amostra, em 2008 apenas 56% das empresas revisadas tiveram um parecer emitido sem ressalvas, mas com recomendações.

Esse alto índice de pareceres revela que os usuários externos não precisam, em princípio, ter receio de corporativismo na revisão pelos pares, face ao elevado índice de pareceres com ressalvas e adversos no ano de 2008, (42% e 2%, respectivamente). Isso, no entanto, demonstra que a profissão de auditoria ainda deve trilhar um longo caminho para alcançar a excelência pretendida.

Recentemente, a imprensa divulgou que três das maiores empresas de auditoria tiveram seus trabalhos ressalvados após a revisão de seus papéis de trabalho pelo PCAOB, evidenciando que a melhoria não deve ocorrer apenas nas empresas de menor porte.

Argumentou-se que as demonstrações contábeis, no final das contas, estavam adequadamente representadas. Ora, tal afirmação não é uma justificativa aceitável, pois os procedimentos de auditoria não foram suficientes, e se as demonstrações contábeis não estivessem dentro do padrão, o auditor não teria sido capaz de detectar o erro.

Dessa forma, quando o auditor é contratado ele deve estar ciente que os honorários exíguos não podem ser limitadores na aplicação dos procedimentos de auditoria para dar a segurança necessária ao profissional.

A atividade de auditoria em nosso país, de uma forma geral, ainda não alcançou o índice de excelência almejado e isso ocorre por diversos motivos: contratação de profissionais que estão no início da universidade, prejudicando a educação formal e o seu crescimento profissional, e os treinamentos insuficientes após a conclusão da universidade. Neste item, o programa de educação continuada para os auditores tem propiciado grande melhoria na formação dos profissionais.

Além disso, é possível dizer que a extrema concorrência e a inexistência de cartelização propiciam honorários incompatíveis com o exercício profissional do auditor. Honorários insuficientes trazem como consequência falta de retenção de talentos e sobrecarga de trabalho, na qual os auditores disputam com orgulho quem foi o auditor que debitou mais horas no mês. Isso prejudica o desenvolvimento profissional e pessoal, ainda mais em uma atividade que requer grande dose de atenção, desenvolvimento intelectual e relacionamento interpessoal.

A implantação das normas contábeis e de auditoria sem prazo suficiente para sua assimilação é outro forte motivo a se enfatizar, paralelamente à falta de fiscalização por órgão semelhante ao PCAOB por parte da Comissão de Valores Mobiliário (CVM) e à falta de professores com dedicação exclusiva. Ainda hoje grande parte dos profissionais que lecionam em universidades possui a atividade de professor como uma segunda função.

Sobre cada um dos motivos expostos é possível descrever suas causas e desenhar algumas soluções, como a contratação de graduandos em ciências contábeis apenas quando estes estiverem no último ano e em regime de estágio, além do fortalecimento do programa de educação continuada não só para os auditores, mas também para os contadores. A criação de um órgão privado para fiscalização do trabalho de auditoria e a fiscalização com base em métricas dos honorários contratados são também boas demandas.

A partir desse complexo diagnóstico crítico sobre a auditoria no Brasil, certamente a qualidade do trabalho do auditor melhorará paulatinamente, trazendo a clientes e investidores mais confiança no profissional que analisa todas as informações contábeis e financeiras da empresa. É um longo caminho a se trilhar, não tenham dúvida.

Marco Antonio Papini é mestre em ciências contábeis pela PUC-SP e sócio-diretor da Map Auditores Independentes, associada à CPA Associates International

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações

A Capitalização da Petrobrás

FONTE : BLOG DA CONTABILIDADE FINANCEIRA
Dois jornais (O Globo e Estado de São Paulo) discutem hoje (27 de outubro de 2010) a questão da capitalização da Petrobrás. O termo usado é “manobra contábil”. 

Em Efeito Petrobrás (O Globo, Martha Beck) associa o maior superávit primário do Brasil a operação. Sem a “manobra”, em lugar de 26,1 bilhões de superávit seria um déficit de 5,8 bilhões. Um dos efeitos da manobra é a redução da transparência das contas públicas. O objetivo é cumprir a meta fiscal do ano.

Para o especialista em contas públicas Raul Velloso, a gambiarra montada pelo governo permitirá o cumprimento da meta fiscal do ano, mas esta já não inspira mais confiança:

— O governo jogou a meta fiscal no lixo. Chegar a ela por meio de artifício contábil acaba fazendo com que o número caia em descrédito. (…)

Segundo Velloso, o descompasso nas contas públicas pode ser explicado pela crise mundial iniciada em 2008 e pela má qualidade dos gastos.

A operação envolveu uma operação de capitalização do BNDES e o aumento da dívida da União no mesmo valor. Em Dívida pública bruta cresceu R$24 bilhões com manobra (Cássia Almeida, O Globo) destaca-se que a operação foi para custeio:

— É um absurdo. Venderam antecipadamente um recurso natural precioso para a sociedade (o petróleo do pré-sal), para cobrir gastos correntes, de custeio — disse Margarida Gutierrez, professora da Coppead da UFRJ.
Para Margarida, os recursos do pré-sal deveriam ser carimbados para investimento em infraestrutura básica, educação e saúde.
— É uma riqueza que não tínhamos há dez anos e estão torrando. A sociedade deveria ser ouvida para dizer para onde deveriam ir os recursos.

Além disto, ocorreu um aumento do custo da dívida pública, como destaca o mesmo texto:

Na operação que permitiu o superávit histórico, a União contraiu dívida pagando juros de 10,75% ao ano e recebeu créditos que rendem TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) que está em 6% ao ano.

— Com isso, o custo da dívida vem crescendo. Em julho de 2009, estava em 13,9% ao ano e subiu para 14,6% em agosto último.

É como se aplicasse os recursos em poupança e se endividasse no cheque especial.

A questão da transparência dos gastos públicos é destacada em Mágicos das contas (O Globo). O texto explica a operação da seguinte forma:

O passo a passo do governo nessa confusão é o seguinte: 1) o Tesouro emitiu dívida no valor de R$74,8 bilhões. 2) transferiu uma parte, R$42,9 bilhões, diretamente à Petrobras, para subscrever as ações da empresa. 3) entregou o resto, R$31,9 bilhões, ao BNDES e ao Fundo Soberano. 4) BNDES e FSB repassaram esses títulos à Petrobras para pagar pelas ações que também compraram. 5) a Petrobras pegou todos esses títulos que recebeu e com eles pagou a cessão onerosa dos barris de petróleo do pré-sal. 6) o governo descontou o dinheiro que gastou na subscrição e considerou que o resto, R$31,9 bilhões, era receita.

De acordo com o secretário do Tesouro, Arno Augustin, isso é igualzinho à receita de concessão que o governo Fernando Henrique registrou no seu superávit primário quando vendeu a Telebrás. Não é não. Aquele momento o governo estava vendendo ativos e recebendo em dinheiro. Agora ele está transferindo petróleo, ainda não retirado, e recebendo de volta títulos da dívida que ele mesmo emitiu. Se fosse igual à receita de privatização, como Augustin fala, por que então o governo precisou que o dinheiro passasse pelo BNDES? É para que na passagem acontecesse a mágica de o título de uma dívida do Tesouro virar receita.

O mesmo texto lembra o conto da sopa de pedra, popularizado por Brealey e Myers no livro de finanças empresariais, para criticar as manobras produzidas pela contabilidade:

O secretário disse que “essa ideia de que o BNDES participou por causa do superávit é errada.” Segundo ele, se o BNDES não entrasse o Tesouro perderia participação na Petrobras. Conversa. O governo não fez diretamente porque ficaria mais explícito o truque de fazer sopa de pedra.

Para completar a confusão, os R$24 bi em títulos que foram para o BNDES — o resto dos R$31,9 bi foi para o Fundo Soberano — entraram na conta da dívida pública bruta, mas não na dívida líquida porque o governo alega que é “empréstimo” e um dia o BNDES vai pagar. Portanto, a dívida líquida não sobe, apesar de o governo ter se endividado. Foi assim com outros R$180 bi em títulos transferidos para o BNDES.

O texto lembra também situações passadas onde manobras contábeis foram feitas:

Em agosto do ano passado, a MP 468 permitiu que o governo usasse depósitos judiciais como receita. Contribuinte que entra na Justiça discutindo a legalidade de um imposto tem que depositar a quantia contestada. Esse valor pode ser do governo, ou não. Mas pela MP, R$5 bi entraram como receita em 2009 e R$6,4 bi, em 2010.

No final do ano passado, outra MP, a 478, permitiu ao Tesouro vender antecipadamente os dividendos que tem a receber de estatais e empresas de economia mista. O BNDES comprou e repassou ao Tesouro R$5,2 bilhões que ele teria de dividendos da Eletrobrás.

O governo decidiu excluir os investimentos do PAC da contabilidade das despesas. Alguns gastos já estavam excluídos da conta porque estavam no Plano Piloto de Investimentos. Só que para entrar no PPI o investimento tem seguir várias regras e ter metas de desempenho. O governo fez o PPI perder suas qualidades e enquadrou o PAC na mesma brecha fiscal. Na série estatística está registrado que o governo cumpriu a meta. Só cumpriu por manobras assim.

O Estado de São Paulo, em Arminio e Gabrielli trocam farpas sobre a capitalização da Petrobrás (Kelly Lima, Mônica Ciarelli) apresenta a discussão entre o ex-presidente do Banco Central e o presidente da Petrobrás:

Arminio Fraga, que participou ontem do 11.º Congresso Internacional de Governança Corporativa, fez duras críticas à condução da capitalização. Em sua opinião, o fato de a operação ter envolvido diferentes agentes do governo e o modelo ter sido decidido quase somente pela União, como acionista majoritário, foi criticado pelos estrangeiros.

O impacto sobre a taxa de juros é discutido em Capitalização não deve definir juro, diz economista (Lu Aiko Otta, Estado de São Paulo)

O Banco Central está certo em não considerar o dinheiro da capitalização da Petrobrás nos cálculos para calibrar a taxa de juros. Essa é a opinião do economista-chefe da corretora Convenção, Fernando Montero, que trabalhou no Ministério da Fazenda no final dos anos 1990.

As divergências internas entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central também foram destaque (Uso da Petrobrás no superávit primário opõe Fazenda a BC, Adriana Fernandes, Fabio Graner, Estado de São Paulo):

A meta de superávit primário feito com recursos da capitalização da Petrobrás colocou o Banco Central e o Ministério da Fazenda mais uma vez em direções opostas. Apesar do superávit primário recorde obtido com a engenharia envolvendo a venda de ações da estatal, o esforço fiscal das contas do setor público não será integralmente contabilizado pelo Comitê de Política Monetário (Copom) do Banco Central na hora decidir sobre os rumos da taxa Selic.

A defesa da manobra foi feita pelo secretário do Tesouro (Tesouro defende receita de concessões, Adriana Fernandes, Fabio Graner Estado de Sãou Paulo)

Apesar do debate que ganhou força na campanha e tem levado a acusações duras entre os candidatos, Augustin [secretário do Tesouro] disse que o dinheiro das concessões é parte importante da arrecadação do governo. E, para justificar a operação financeira de capitalização da Petrobrás e da venda à estatal da concessão de explorar 5 bilhões de barris, que garantiu um reforço extra no superávit primário de R$ 31,9 bilhões, o secretário tem recorrido a sucessivas comparações com a privatização da Telebrás e da telefonia celular, no governo de Fernando Henrique.

Os analistas argumentam que, com a capitalização da Petrobrás, o governo fez uma manobra fiscal, sem contenção de despesas, que fragilizou o superávit primário da contas públicas e a política fiscal. Augustin, que tem sido chamado ironicamente de “mágico” do superávit, rebate com o argumento de que FHC fez o mesmo.

Google anuncia investimento em projeto eólico bilionário nos Estados Unidos

FONTE : JORNAL DA ENERGIA

Empresa será sócia de empreendimento que visa construir parques offshore e linhas de transmissão na costa americana

Por Luciano Costa

Crédito: Divulgação

O Google, gigante da internet, anunciou nesta semana que fará aportes bilionários também no setor de energia renovável. A companhia divulgou que vai entrar como sócia na empresa Trans-Elect, que propõe a construção de uma rede de parques eólicos e linhas de transmissão na costa americana. O projeto prevê a aplicação de US$5 bilhões para instalar as usinas offshore e conectá-las ao sistema elétrico dos Estados Unidos.

“O novo projeto pode permitir a criação de milhares de empregos, melhorar o acesso dos consumidores a fontes limpas de energia e aumentar a confiabilidade da rede elétrica na região do Médio-Atlântico”, prevê o diretor de operações em “negócios verdes” do Google, Rick Needham. Segundo o executivo, o empreendimento, que vem sendo chamado de Conexão Eólica do Atlântico (Atlantic Wind Connection – AWC), conectaria 6.000MW eólicos à rede. Os parques e linhas de transmissão se disporiam ao longo de aproximadamente 650 quilômetros da costa, entre os estados de Nova Jersey e Virgínia.

O Google terá uma participação de 37,5% nos investimentos iniciais da Trans-Elect. A empresa ainda terá como sócios o fundo Good Energies, especializado em aportes em energia limpa, e companhia japonesa Marubeni Corporation. Segundo Needham, do Google, os investimentos necessários nas primeiras etapas são pequenos perto dos previstos para todo o projeto, mas representam “um estágio crítico” para o desenvolvimento do empreendimento.

Apesar de aparecerem, junto à China, como líderes em investimentos em energia eólica nos últimos anos, os Estados Unidos ainda não iniciaram o desenvolvimento de parques offshore. Na última semana, o governo assinou o contrato de concessão para o primeiro empreendimento do tipo no país. Segundo o Google, o AWC é um meio de viabilizar mais facilmente as usinas em alto mar, que costumam ter altos custos para a transmissão da energia para a terra.

A criação de uma rede de transmissão entre os parques diminiuiria investimentos, estudos, dificuldades ambientais e riscos em relação ao que seria necessário para conectar cada parque ao sistema de forma individual. A ideia é parecido com a das ICGs, instalações de transmissão compartilhada, que têm sido utilizadas para viabilizar a conexão de usinas a biomassa e parques eólicos ao Sistema Interligado Nacional no Brasil.

Aneel rebate críticas e justifica mudanças do terceiro ciclo de revisão tarifária

FONTE : JORNAL CANAL ENERGIA

Agência afirma que audiências públicas podem trazer mudança, mas defende metodologia adotada

Por Luciano Costa, de São Paulo

Crédito: Getty Images

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Edvaldo Santana reagiu nesta sexta-feira (15/10) às críticas que distribuidoras e agentes de mercado têm feito às sinalizações que o órgão tem dado em direção ao terceiro ciclo de revisão tarifária. Os ataques concentram-se principalmente na redução do WACC – índice de retorno máximo para a atividade -, estabelecido em 7,15%.

“A metodologia que a Aneel utilizou para calcular o WACC é um método consagrado, utilizado, por exemplo, pelos bancos, para calcular o custo médio de capital”, argumentou Santana. O diretor lembrou que as alterações do ciclo foram colocadas em audiência pública pela Aneel, que receberá ainda as contribuições da sociedade e das próprias distribuidoras. “Claro que sempre vai ter críticas, mas a Aneel ainda pode fazer ajustes”, lembrou.

Uma argumento levantado por analistas financeiros é de que o WACC estabelecido está abaixo do WACC das empresas de transmissão – e que a atividade de distribuição de energia, por ter mais riscos, deveria ter um retorno maior. “Quando à relação com as transmissoras, não sei se uma tem maior ou menor risco. Mas o WACC das transmissoras também foi calculado há dois ou três anos. É muito provável que se você calculasse hoje, fosse menor”, rebateu o diretor da Aneel.

O regulador afirmou que a intenção é de que o número reflita a realidade do mercado. Para isso, o risco Brasil foi colocado como um dos principais fatores de influência no WACC. “No primeiro ciclo, que o WACC foi de mais de 11%, o risco país foi de 2 mil pontos. No segundo, o risco estava em uma média de 500 pontos. E agora ele está abaixo dos 190. Isso influencia muito”, detalhou Santana.

No momento de calcular os riscos da atividade das concessionárias, a agência também inovou: ao invés de calcular um regulatório específico para a atividade, a proposta é agora considerar esse fator dentro do risco-país. “Isso não é só a Aneel que faz. Agora, dizer se isso é coerente ou não é, pode ser objeto de discussão (na audiência pública)”, concluiu o diretor.

“Choro”
O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Nivalde de Castro, afirmou nesta quinta-feira (14/10) que não vê motivos para preocupação quanto ao terceiro ciclo de revisão tarifária.

“A Aneel não vai estimular um suicídio coletivo. As distribuidoras estão indo bem, até muito bem. A terceira revisão tarifária é o que pode transferir para a tarifa do consumidor esses benecífios que as empresas obtiveram”, resumiu o professor.

Ao ser questionado sobre as críticas que têm sido feitas aos planos da Aneel para o terceiro ciclo, Nivalde pegou um lenço no bolso do paletó e brincou, dizendo que “isso é choro de distribuidora”.

CVM vai padronizar divulgação do lucro “não contábil” pelas empresas

DO SITE DO CFC:

Janes Rocha

A Comissão de valores mobiliários (CVM) pretende padronizar a divulgação daquela que é uma das medidas de resultado operacional mais usadas pelas companhias abertas brasileiras, o lajida, ou ebitda, em inglês.

A sigla quer dizer lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, mas, na prática, algumas empresas descontam outros itens ao divulgar seu lajida nos comunicados sobre os resultados, e, em alguns casos, usam o lajida como um substituto do lucro líquido.

Segundo a CVM, as companhias têm divulgado esse indicador de forma “peculiar”.

Para tratar dessa questão, a Autarquia colocou ontem em audiência pública uma minuta de instrução para regulamentar a divulgação de indicadores de resultado operacional “não contábeis”. Os comentários devem ser feitos até 18 de novembro.

Além do lajida, a CVM pretende ordenar também a divulgação do lucro antes de juros e impostos sobre renda (lajir, ou ebit). Apesar de não fazer parte das demonstrações financeiras obrigatórias, fiscalizadas pela CVM, essas medidas são bastante usadas no mercado.

“Verificamos que as empresas estão usando metodologias diferenciadas para calcular o lajida”, comentou José Carlos Bezerra da Silva, gerente de normas contábeis da CVM.

Segundo ele, algumas empresas “excluem” alguns itens não recorrentes (por exemplo, a venda de uma máquina, ou de uma operação) do cálculo clássico do lajida alterando o resultado final e dificultando a comparação com outras empresas.

A minuta procura deixar claro que as empresas deverão utilizar o conceito amplo do lajida, considerando somente os valores apresentados nas demonstrações contábeis, sem excluir os itens não recorrentes, não operacionais e os relacionados a operações descontinuadas.

“Se a empresa optar por divulgar [o lajida], tem que fazer o cálculo pelo conceito amplo [tradicional]. Ela pode usar, se assim desejar, uma metodologia alternativa desde que o conceito amplo tenha sido divulgado. E, no caso de um método alternativo, tem que justificar porque está usando”, completou Bezerra.

Para definição de evento não recorrente, a CVM sugere que seja algo que não tenha ocorrido dois anos antes e que não seja esperado para os dois anos seguintes.

Fonte: Valor Econômico

Um mundo à espera dos contadores tipo exportação

FONTE : CFC – Conselho Federal de Contabilidade

Lara Ely

Trabalhar com auditoria e consultoria contábil no exterior parece ter uma recompensa à altura de seus desafios. Os altos salários, o plano de carreira, além de treinamento e qualificação constantes, são apenas parte dos benefícios. Somado a isso, a constate tarefa de tomar decisões em nível internacional e a completa falta de rotina no ambiente corporativo fazem deste trabalho um dos preferidos pelos jovens contadores. 

Prova disso é um recente estudo promovido pelo instituto sueco Universum, que mostrou que, depois do Google, as quatro maiores empresas de auditoria do mundo – KPMG, Ernst & Young, PWC e Deloitte – estão entre as cinco companhias do mundo mais atraentes para se trabalhar. Mais do que coroar o esforço e trajetória merecidos dessas companhias, o estudo deflagra um novo e crescente cenário de oportunidades para os profissionais contábeis: a contabilidade internacional.

O ranking do Universum, instituto especializado em serviços de pesquisa, consultoria estratégia e soluções que permitam que os empregadores compreendam melhor, atraiam e mantenham os funcionários, aponta as 50 empregadoras mais atraentes na visão de 130 mil profissionais.

Os rankings estão baseados nas opiniões de cerca de 130 mil estudantes das principais instituições acadêmicas do mundo em 12 economias de destaque – Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Brasil, Espanha, Canadá, Rússia e Índia.

Na opinião do presidente do Universum, Michal Kalinowski, 2010 foi um bom ano para o setor de auditoria, já que as quatro principais empresas ocuparam quatro dos cinco primeiros lugares do ranking. Segundo ele, as firmas de auditoria e as companhias de produtos de consumo de grande saída estão reconquistando seus talentos, que andaram flertando com a indústria de tecnologia da informação.

As corporações multinacionais estão mais cientes dos desafios atuais e futuros de uma força de trabalho cada vez mais reduzida. Para reter e assegurar o fluxo de talentos, as empresas precisam desenvolver uma estratégia de atração desses profissionais e de consolidação de sua marca, aconselha Kalinowski.

Portas abertas para a liderança
Cenário desafiador, funcionários expostos a empresários de nível internacional, contato muito próximo com os executivos, assim é o ambiente de trabalho da KPMG. Aliado ao desenvolvimento profissional e às recompensas salariais, ele é um dos principais atrativos para os seus 140 mil colaboradores, que estão espalhados por 146 países no mundo – no Brasil são 2.700. A opinião é da diretora de Recursos Humanos Adriana Zanni.

“Desde que entra na empresa, o profissional é direcionado para o desenvolvimento de carreira, recebendo diversos treinamentos desde cedo”, afirma.

As qualificações não se referem apenas a aspectos técnicos. Os funcionários recebem treinamentos comportamentais, o que, na opinião de Adriana, é decisivo para o crescimento dos funcionários na empresa. “Aqui, temos a remuneração muito focada na meritocracia. Isso tem tornado a gente uma das empresas mais interessantes”, explica.

Transparência nos relacionamentos, o foco no ganha-ganha, trabalho em time e uma política de portas abertas com os gestores e líderes são características que acabam sendo adquiridas – ou formadas – por estas grandes companhias que atuam em ritmo, escala e interação global. “Quanto mais você expõe os jovens a essa internacionalização, mais você reforça esses valores”, afirma.

Para o presidente da KPMG no Brasil, Pedro Melo, a classificação obtida na pesquisa demonstra que os estudantes reconhecem o importante papel desempenhado pela organização, em um ambiente de negócios global e complexo como o atual. “Nosso foco no desenvolvimento da multidisciplinaridade e da possibilidade de vivencia de valores também foram reconhecidos pelos entrevistados nesta pesquisa”, afirma.

Dentre os pré-requisitos necessários para atuar na organização, as competências de saber trabalhar em equipe, relacionar-se bem e ser curioso estão entre as características mais importantes. Gostar de estudar e ser uma pessoa disponível para o aprendizado e mudança de rotina são outros fatores. Ainda entre os diferenciais da empresa, destaca-se o programa de intercâmbio exclusivo para trainees Global Intership Program, um estágio internacional de três meses.

Da vestimenta à forma de falar
Cada detalhes do comportamento é observado pelos headhunters que trabalham em uma grande empresa de auditoria. O comprometimento com o foco na carreira é um aspecto que a equipe de seleção percebe logo de cara. Mesmo priorizando candidatos com esse perfil, a equipe de recrutamento de novos funcionários da Deloitte não contrata profissionais prontos, mas em fase de formação.

Como a empresa não oferece um emprego – e sim um plano de carreira – ela se responsabiliza for formar esse profissional e servir de escola para seu amadurecimento.

Quem entra na empresa não precisa saber de cor as últimas novidades das normas internacionais de contabilidade – os IFRS. “Este não é um pré-requisito. Faz parte dos treinamentos que damos”, explica a gerente nacional de recrutamento e diversidade da Deloitte, Ellen Macedo. O primeiro desafio, segundo ela, é sair do mundo da faculdade e entrar no mundo corporativo. “No treinamento tem que orientar os comportamentos para agir em um novo mundo. Mudança de cenário, sair do cenário universitário, e incorporar a postura de um profissional que pertence a uma empresa global”, explica. Para se comunicar com este público-alvo, a empresa foi inclusive levada a seguir o caminho da convergência digital e aderiu às mídias sociais, criando perfis no Facebook e no Twitter.

Mas não é só no começo da carreira que os treinamentos acontecem. Eles acompanham os funcionários em todas etapas dentro da organização. Todos os anos ocorrem treinamentos de reciclagem que atingem toda a empresa, de ponta a ponta da gestão – desde os sócios aos profissionais que ainda estão na universidade, sem muita experiência.

O que torna a Delloite uma das empresas mais atrativas para trabalhar no mundo envolve seu processo de gestão. Gerenciar clientes, equipes, com salários e benefícios inerentes a função, e a oportunidade de se tornar um gerente sênior, diretor e até sócio da empresa – o País conta com 136 sócios. Essa é uma das explicações de Ellen.

Outro motivo seria o fato de o profissional já ser contrato diretamente, sem passar por etapas como o estágio ou o trainee. “Efetivamos todos os que entram na empresa. O profissional entra na empresa e já é alocado em uma das seis áreas em 11 escritórios e 140 países”, explica ela.

O céu é o limite
Ontem na indústria de varejo, hoje na instituição financeira, amanhã em uma metalúrgica. Janeiro no Brasil, junho em Cingapura, outubro no Chile. Mobilidade, dinâmica e ausência de rotina são características clássicas do trabalho em auditoria. Diante desta diversidade de cenários, idiomas e ambientes corporativos, estar pronto para tomada de decisões é indispensável para um funcionário de uma empresa de auditoria.

Outro desafio é a cobrança sobre a evolução no idioma inglês. Fora isso, estar atento às novidades legais é uma obrigação, mas desde que os padrões da contabilidade brasileira alinharam-se ao padrão global, essa dificuldade caiu por terra: os padrões de trabalho da firma são iguais em qualquer lugar do mundo.

Ao recrutar novos colaboradores, a PricewaterhouseCoopers mira na vontade de trabalhar, identidade com a cultura da empresa e foco no plano de carreira. Pequenos na lista, mas complexos na seleção, os requisitos pretendidos pela companhia são avaliados durante rigoroso processo de seleção. Nele, não é avaliada a capacidade técnica, mas os atributos pessoais. “Avaliamos o potencial do candidato como indivíduo. Treinamento e ferramentas para trabalhar se dá internamente, após a seleção”, afirma Carlos Biedermann, sócio da PwC – Brasil e líder da companhia na região Sul.

Na PwC, as limitações para o crescimento ficam a cargo da capacidade do indivíduo e da existência de mercado. O crescimento dentro da carreira está relacionado a estas variáveis. Para oportunizar essa evolução, fortes doses de treinamentos e desenvolvimento pessoal são não apenas oferecidos como exigidos dos funcionários.

“A nossa quantidade de treinamento é muito maior do que a média das empresas”, afirma Biedermann. A possibilidade de formação de network – a rede de contatos profissionais – e a ausência de rotina são outros atrativos da empresa. “O relacionamento com os públicos interno e externo é diferenciado e crescente”, afirma.

Sempre existe forma de melhorar, e por isso, a PwC mantém práticas de monitoramento diário para qualificar seu corpo funcional. Pensando nisso, também não deixa de lado o bem-estar de seus funcionários, e, por isso, investe pesado na qualidade de vida. Além de cada pessoa na firma ter o seu coach (uma espécie de tutor, que ajuda a pessoa a evoluir), permite o colaborador levar os seus temas pessoais e discutir.

Exemplo disso é uma funcionária da região Sul que após dar a luz quadrigêmeos, teve a sua função e horário de trabalho adaptados para dar atenção à família e continuar trabalhando. Presente em 150 países, a PWC possui 13 escritórios no Brasil e 4 na Região Sul. No Brasil são 4,5 mil funcionários e no mundo, 150 mil.

Governo prorroga prazo do “LUZ PARA TODOS”

Nota à imprensa
Data 06/10/10

O Diário Oficial da União publicou nesta quarta-feira (06/10) o Decreto de nº 7.324 que estabelece a prorrogação do prazo de execução das obras do programa Luz para Todos para dezembro de 2011. O objetivo é garantir o atendimento a todas as famílias inscritas no programa e que tenham seus pedidos já contratados ou em fase de contratação.

Criado em 2003, o Programa Luz para Todos tinha a previsão de atender 2 milhões de famí lias do meio rural. Em 2008, cerca de 10 milhões de pessoas foram atendidas.

Até hoje, o programa já beneficiou 12,5 milhões de pessoas.

Ministério de Minas e Energia

CVM edita Deliberações que aprovam revisões do Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC referentes aos Pronunciamentos CPC 01, CPC 02, CPC 03 e CPC 05

FONTE : CFC

A Comissão de Valores Mobiliários edita hoje, 07/10/2010, as Deliberações nºs. 639/10, 640/10, 641/10 e 642/10, que aprovam, respectivamente, documentos de revisão do Comitê de Pronunciamento Contábeis – CPC referentes aos Pronunciamentos CPC 01(R1) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos; CPC 02(R2) – Efeitos das Mudanças de Taxas de Câmbio e Conversão das Demonstrações Contábeis; CPC 03(R2) – Demonstração dos Fluxos de Caixa e CPC 05(R1) – Divulgação de Partes Relacionadas

As revisões contemplam as alterações feitas pelo IASB durante 2008 e 2009, aperfeiçoamentos da redação e do entendimento dos pronunciamentos do CPC. O objetivo dessas revisões foi aprimorar o conteúdo, a fim de torná-lo mais próximo à redação do texto da norma internacional.

As versões atualizadas dos pronunciamentos alterados serão disponibilizadas no site da CVM.

CVM coloca em Audiência Pública três minutas de Deliberação que aprovam os pronunciamentos CPC 06 (R1), CPC 07 (R1) e CPC 37 (R1)

FONTE : CFC 

A Comissão de Valores Mobiliári os (CVM) coloca em audiência pública hoje, 07/10/2010, minutas de deliberação que aprovam os Pronunciamentos Técnicos CPC 06(R1) -Operações de Arrendamento Mercantil, CPC 07(R1) – Subvenção e Assistência Governamentais e CPC 37(R1) – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade.

Conforme divulgado anteriormente, após a conclusão da segunda etapa da emissão das normas de convergência, o CPC havia assumido o compromisso de revisar e atualizar todos os documentos por ele emitidos. O objetivo é tornar todos esses documentos totalmente convergentes com as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo IASB – International Accounting Standards Board.

Esse processo de revisão teve início no final de 2009, quando revisõ es pontuais foram realizadas. Em 2010, ele continua, abrangendo todos os documentos emitidos desde o Pronunciamento CPC 01, divulgado em 14 de setembro de 2007.

A proposta de revisão dos CPC 06, 07 e 37 contempla alterações feitas pelo próprio IASB, após a edição desses três documentos, e algumas compatibilizações de texto. Sempre com o propósito de deixar claro que a intenção do Pronunciamento é produzir os mesmos reflexos contábeis que a aplicação dos IAS 17 e 20 e do IFRS 1.

As modificações propostas não alteram a essência do Pronunciamento original, de modo que a aplicação da versão revisada do Pronunciamento não deve provocar valores contábeis diferentes dos anteriormente apurados.

As sugestões e comentários, por escrito, deverão ser encaminhados, até o dia 8 de novembro de 2010, à Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria, preferencialmente através dos endereços eletrônicos.